Roubo de Carga – Brasil entre os 10 países mais perigosos

Um novo ranking ainda não divulgado, mas em 2017, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou um estudo que coloca o Brasil na lista dos dez países com maiores incidências de roubo de carga, gerando perda de competitividade e contribuindo para negativar a imagem do país.

Roubo de Carga

No ano de 2015, 19,2 mil ocorrências foram registradas no Brasil, gerando um custo de R$ 1,21 bilhão, nos cálculos da federação. A região Sudeste é a campeã em casos, com 85,8% dos registros, totalizando 16.508, e custo superior a R$ 1 bilhão. Comparado ao levantamento realizado em 2011, o aumento das ocorrências foi de 51,8%.

Somente no estado do Rio de Janeiro, 7.225 ocorrências foram registradas em 2015 (37,5% do total) ao custo de R$ 453,5 milhões. Entre 2011 e 2015, o estado registrou um crescimento de 134,8% no número de roubos de cargas, segundo dados do ISP-RJ (Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ).

No ano passado foram registrados cerca de 24,5 mil casos, um aumento de 27,5% em relação a 2015, com prejuízo de mais de R$ 1 bilhão, conforme dados divulgados recentemente pela Associação Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística.

Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, juntos, contabilizam 80,66% das ocorrências.

A região norte aparece em último lugar nessa estatística, apesar de abrigar um grande polo industrial, como a Zona Franca de Manaus.

Foram 237 roubos em 2016, 0,96% do que foi registrado em todo o país. O prejuízo calculado é de 23 milhões de reais.

O primeiro-secretário do Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas, Raimundo Augusto Araújo, explica que a posição geográfica da capital amazonense dificulta os roubos no setor.

Fatores determinantes para o aumento de ocorrências:

• Número insuficiente de agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que, no Rio de Janeiro, sofreu redução de 36% nos últimos cinco anos;

• Crescimento do crime de receptação e armazenamento de mercadorias roubadas, que ainda carece de punições e Leis mais rígidas;

• Estrutura forte e altamente atuante do crime organizado;

• Polícias (civil, militar e PRF) equipadas com materiais obsoletos

Até então, na lista dos dez países com maior índice de roubo de cargas, o Brasil ocupa a oitava posição, ao lado do Iraque.

Seguro de carga: amarração de cargas para evitar acidentes

Você sabe como funciona a lei que determina a amarração de cargas? Ela garante segurança, evita prejuízos e pode ser decisiva para o seu seguro de carga.

Garantir a segurança do frete exige muita atenção e responsabilidade. Se você é caminhoneiro ou participa ativamente do setor de transportes como dono de empresa ou é um colaborador, sabe que a amarração de cargas é essencial. No entanto, se rodarmos pelas estradas brasileiras, encontraremos muitos exemplos que representam perigo para a carga e comprometem a segurança de muitas pessoas.

Se você utiliza cordas ou conhece alguém que trabalha desta maneira, saiba que isso é expressamente proibido. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão responsável pela coordenação e regulamentação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é bastante claro em respeito a amarração correta de cargas – item que impacta, inclusive, no seu seguro de carga.

Segundo a Resolução 552, os veículos fabricados a partir do dia 1º de janeiro de 2017 devem, obrigatoriamente, seguir às novas regras estabelecidas. Em contrapartida, os caminhões que já estavam em circulação antes desta data, estarão sujeitos ao cumprimento das normas a partir de 1° de janeiro de 2018.

Você realmente sabe o que é a amarração de cargas? Ela pode impactar no seu seguro de carga.

“Meu amigo, trabalho há muitos anos com cargas. É claro que eu sei o que é!”. É mesmo? Entender o que significa amarrar a carga pode soar como óbvio, contudo, proteger o que se leva em cima do caminhão é muito mais sério.

O principal objetivo da amarração de cargas é minimizar as situações que representem perigo nas estradas. São atitudes que são tomadas para que o transporte da carga ocorra com chances quase nulas de desprendimento ou deslocamento, além de dificultar consideravelmente os riscos de tombamento. Fique atento a este aspecto para o sucesso do seu seguro de carga.

Siga as regras

A utilização de cordas está proibida! Isso mesmo, se você insiste em ter a sua carga amarrada por cordas, além de promover um risco maior de acidentes, estará sujeito a sofrer as penalidades. E as penalidades, todos nós sabemos que pode doer muito no bolso e na consciência.

Mesmo que a utilização de cordas tenha sido muito comum no passado, elas nunca representaram uma segurança adequada. Sabe por quê? Não precisa de muito para entender que as cordas podem ser facilmente arrebentadas ou esticarem demais. O tempo de uso e as condições climáticas podem danificá-las com facilidade.

Detalhe: As cordas são permitidas apenas para fixar a lona de cobertura, quando for exigida.

Outro ponto importante é que a nova resolução determina que não é permitido utilizar dispositivos de amarração nos pontos feitos de madeira. Tentar usá-los em pontos de metal que estejam presos a elementos de madeira na carroceria também está fora de cogitação.

Mas quais materiais posso usar?

É importante lembrar que os materiais utilizados para amarração de cargas devem suportar, no mínimo, duas vezes o peso total da carga. Correntes, cabos de aço e cintas de tecido altamente resistentes são as melhores opções, pois revelam muita força diante da tração de ruptura. Elementos como redes, calços, trilhos, mantas de atrito e bloqueadores, podem ser usados como apoio adicional.

Para os casos de veículos do tipo prancha, utilizados principalmente para o transporte de cargas indivisíveis (ex: equipamentos e máquinas), foi estipulado que as cargas devem apresentar, pelo menos, quatro pontos muito bem definidos para a amarração. O material pode ser uma cinta de tecido resistente, correntes ou cabo de aço. Uma combinação entre esses elementos também torna a amarração mais segura.

Lembrete: Nos casos de transporte de carga seca, passe os elementos que serão utilizados para amarração pela parte externa da carroceria. Essa é uma determinação da Resolução e que vai garantir mais segurança.

Não tem desculpas!

Falar que você não sabia da nova Resolução não vai te livrar das consequências de não ter efetuado a amarração de cargas da forma correta. O Contran divulgou as normas ainda em setembro de 2016, ou seja, mais de um ano para todos estarem por dentro do assunto – principalmente, se você é do ramo.

Entretanto, se mesmo assim, por algum motivo particular você não estava atento às novas regras, esperamos que siga o que apresentamos nesse texto. Além de garantir o dinheiro no bolso pelo transporte correto da carga, a segurança de todos nós estará muito melhor. Pode acreditar!

Lembrete extra I: As novas carrocerias de madeira devem ser construídas com madeiras de alta densidade e resistência. Seus fixadores metálicos em formato de “U” terão que resistir às forças necessárias.

Lembrete extra II: O sucesso do seu seguro de carga depende de diversos fatores de segurança e a amarração correta da carga está na lista destes itens. Fique atento!

Nosso blog post foi útil para você? Deixe seu comentário ou dúvidas. Nós faremos o possível para lhe repassar a informação mais qualificada.

Fonte da noticia: Marisa Dilda

 

Norma de transporte por aplicativo começa valer a partir de hoje em SP

As novas regras de transporte de passageiro por aplicativo começam a valer a partir desta quarta-feira (10) na cidade de São Paulo. Entre as exigências, o motorista precisará ter o Cadastro Municipal de Condutores (Conduapp), o Certificado de Segurança do Veículo de Aplicativo (CSVAPP) e a contratação de seguro que cubra acidentes no valor de R$ 50 mil por passageiro. Além disso, o carro utilizado deve ser emplacado em São Paulo e ter, no máximo, cinco anos de fabricação. As empresas do setor reclamam das mudanças.

A prefeitura destaca que as regras entram em vigor após o período de seis meses para adequação dos motoristas e das empresas às normas. As primeiras duas semanas de vigência da regulamentação será de orientação e, após 15 dias, terá início a fiscalização.

O objetivo, segundo o governo municipal, é aumentar a segurança dos clientes e motoristas. Os condutores também terão que passar por um curso de qualificação e direção defensiva e o carro deverá ter uma identificação da empresa afixada de forma visível ao passageiro.

Com o início da fiscalização, motoristas flagrados em descumprimento podem ter o veículo apreendido pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP). As empresas, por sua vez, estão sujeitas a multas, suspensão e até mesmo descredenciamento permanente do serviço.

Empresas

As empresas do setor reclamam que há muita burocracia para habilitar o serviço e que falta orientação. Um dos pontos mais criticados é a exigência de que o carro seja emplacado na cidade de São Paulo, pois impede que veículos alugados ou mesmo da região metropolitana atuem na capital. Além disso, criticam o que consideram uma carga horária excessiva do curso de capacitação de 16 horas. Eles pedem que esses e outros pontos sejam melhor discutidos.

A Cabify, empresa que explora o serviço, concorda com a necessidade de regulamentação, mas diz que consultou a prefeitura sobre diversos pontos da resolução e não obteve resposta aos questionamentos. Ela quer saber, por exemplo, como o governo municipal fará a divisão da responsabilidade das empresas em relação aos motoristas que são cadastrados em mais de uma plataforma “para evitar duplicidade de pagamento de guias do Conduapp.

A Uber reclama da idade limite do veículo, e alega que o limite de cinco anos de fabricação prejudica especialmente moradores da periferia. “Enquanto a grande maioria dos carros que circulam no centro expandido é mais nova, nas zonas periféricas da cidade é comum encontrar carros fabricados em 2009”, explica.

Segundo a empresa, um terço dos motoristas atualmente cadastrados no aplicativo terão problemas para continuar trabalhando. A Uber estima o público atendido em 5 milhões de usuários.

A 99 Táxis não se posicionou sobre a resolução, mas informou que “conecta mais de 300 mil motoristas a 14 milhões de passageiros em mais de 400 cidades no Brasil”.

Prefeitura

A Secretaria de Mobilidade e Transporte informou que fez mais de 20 reuniões com as empresas  durante o processo de ajustamento da regulamentação da lei. Destacou ainda que o Comitê Municipal de Uso do Viário, órgão de regulamentação, e o Departamento de Transportes Públicos estão disponíveis para novos questionamentos. Sobre a proibição de trabalho de veículos de fora da capital, a prefeitura informou que é uma regra estabelecida para o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Fonte: Jornal do Brasil

 

PENSE COLETIVO! Consciência no Trânsito!

O final do ano chegou e neste período de férias as principais estradas do país se tornam mais movimentadas. Sendo assim, convidamos a todos que forem curtir este momento que pensem coletivo para uma viagem segura.

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Crédito: Freepik

Simples atitudes podem ajudar a diminuir o risco de acidentes:

– Não jogue lixo nas ruas. Além de ser infração de trânsito, sujeita a multa e a quatro pontos na carteira, jogar lixo nas ruas pode causar acidentes.

– Sinalizar com antecedências qualquer tipo de manobras diminui muito o risco de acidentes;

– Evite buzinar (buzinar pode aumentar o stress dos motoristas aumentando o risco de acidentes)

– Verifique frequentemente se os retrovisores estão posicionados corretamente. Ângulos maiores contribuem com a redução dos pontos cegos;

– Procure não utilizar os freios nas curvas. Dê preferência à redução das marchas ou utilize o freio motor;

– Mantenha a distância segura entre veículos, em vias de alta velocidade;

– Evite falar ou digitar no celular quando estiver dirigindo. Essas atitudes reduzem a atenção e a capacidade de tomar decisões rápidas.

– Preste atenção como a carga está distribuída no seu caminhão. A carga mal distribuída pode aumentar a instabilidade veículo aumentando assim o risco de capotamentos nas curvas;

Motorista, adote a direção defensiva para garantir a segurança de todos.

 

Você sabe qual é a diferença entre Seguro de Animais e Seguro Pecuário?

O Seguro Pecuário, definido como modalidade de Seguro Rural, tem por objetivo garantir o pagamento de indenização, em caso de morte de animal destinado, exclusivamente, ao consumo, produção, cria, recria, engorda ou trabalho por tração.

Pecuária (Google Imagens)

Os animais destinados à reprodução por monta natural, coleta de sêmen ou transferência de embriões, cuja finalidade seja, exclusivamente, o incremento e/ou melhoria de plantéis daqueles animais mencionados no parágrafo anterior, estão também enquadrados na modalidade de seguro pecuário.

O Seguro de Animais tem por objetivo garantir o pagamento de indenização, em caso de morte de animais classificados como de elite ou domésticos e não está enquadrado como Seguro Rural.

Entendem-se como animais de elite os destinados ao lazer ou à participação em torneios/provas esportivas, bem como aqueles utilizados, exclusivamente, na coleta de sêmen e transferência de embriões para fins distintos dos estabelecidos para o Seguro Pecuário.

Entendem-se como animais domésticos aqueles adaptados ao convívio familiar e destinados, exclusivamente, à companhia de pessoas ou guarda residencial.

Vale lembrar que, por estar enquadrado como uma modalidade de seguro rural, o Seguro Pecuário goza de isenção tributária irrestrita de quaisquer impostos ou tributos federais, nos termos do art. 19 do Decreto-Lei 73/66, o que não ocorre com o Seguro de Animais.

O Seguro de Animais não está enquadrado como uma modalidade de Seguro Rural.

Fonte: Susep

 

Entenda o que compreende e como funciona o Seguro Rural

O Seguro Rural trata-se de um importante instrumento que permite ao produtor rural proteger-se contra as perdas decorrentes principalmente de fenômenos climáticos adversos.

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Atividade Agrícola (Google Imagens)

Contudo, é mais abrangente, cobrindo não só a atividade agrícola, mas também a atividade pecuária, o patrimônio do produtor rural, seus produtos, o crédito para comercialização desses produtos, além do seguro de vida dos produtores.

O objetivo maior do Seguro Rural é oferecer coberturas que, ao mesmo tempo, atendam ao produtor e à sua produção, à sua família, à geração de garantias a seus financiadores, investidores, parceiros de negócios, todos interessados na maior diluição possível dos riscos, pela combinação dos diversos ramos de seguro.

Quais são os tipo de Seguros que atendem o setor  rural?

Seguro Agrícola: Este seguro cobre as explorações agrícolas contra perdas decorrentes principalmente de fenômenos meteorológicos. Cobre basicamente a vida da planta, desde sua emergência até a colheita, contra a maioria dos riscos de origem externa, tais como, incêndio e raio, tromba d’água, ventos fortes, granizo, geada, chuvas excessivas, seca e variação excessiva de temperatura.

Seguro Pecuário: Este seguro tem por objetivo garantir o pagamento de indenização em caso de morte de animal destinado, exclusivamente, ao consumo, produção, cria, recria, engorda ou trabalho por tração.

Os animais destinados à reprodução por monta natural, coleta de sêmen ou transferência de embriões, cuja finalidade seja, exclusivamente, o incremento e/ou melhoria de plantéis daqueles animais mencionados no parágrafo anterior, estão também enquadrados na modalidade de seguro pecuário.

Seguro Aqüícola: Este seguro garante indenização por morte e/ou outros riscos inerentes à animais aquáticos (peixes, crustáceos, …) em conseqüência de acidentes e doenças.

Seguro de Benfeitorias e Produtos Agropecuários: Este seguro tem por objetivo cobrir perdas e/ou danos causados aos bens, diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária, aqüícola ou florestal, que não tenham sido oferecidos em garantia de operações de crédito rural.

Seguro de Penhor Rural: O Seguro de Penhor Rural tem por objetivo cobrir perdas e/ou danos causados aos bens, diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária, aqüícola ou florestal, que tenham sido oferecidos em garantia de operações de crédito rural.

Observada a natureza da instituição financeira, o Seguro de Penhor Rural se divide em dois ramos distintos: Penhor Rural – Instituições Financeiras Públicas e Penhor Rural – Instituições Financeiras Privadas.

OBS.: Todas as operações dos seguros de bens diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária, aqüícola ou florestal devem ser comercializadas e contabilizadas nos ramos Penhor Rural (ramos 62 e 63) e Benfeitorias e Produtos Agropecuários (ramo 30), observadas as respectivas definições, sob pena de aplicação de penalidade, nos termos da legislação vigente.

Seguro de Florestas: Este seguro tem o objetivo de garantir pagamento de indenização pelos prejuízos causados nas florestas seguradas, identificadas e caracterizadas na apólice, desde que tenham decorrido diretamente de um ou mais riscos cobertos.

Seguro de Vida: Este seguro é destinado ao produtor rural, devedor de crédito rural, e terá sua vigência limitada ao período de financiamento, sendo que o beneficiário será o agente financiador.

Seguro de Cédula do Produto Rural – CPR: O seguro de CPR tem por objetivo garantir ao segurado o pagamento de indenização, na hipótese de comprovada falta de cumprimento, por parte do tomador, de obrigações estabelecidas na CPR.

Fonte: Susep

SUSEP estabelece novas regras para a comercialização do seguro de responsabilidade civil (RC) de hangares e operações aeroportuárias

Nova circular possibilita adoção de condições contratuais padronizadas ou não-padronizadas pelas seguradoras e atende mudanças que ocorreram em decretos e leis relacionados a seguros nos últimos anos

 

(Google imagens)

Por meio da Circular nº 559, de 27 de outubro, publicada nesta segunda-feira, 30 de outubro, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) estabelece novas regras básicas para a comercialização do seguro de responsabilidade civil (RC) de hangares e operações aeroportuárias. Essa circular substitui e altera o normativo anterior, a Circular Susep nº 71 de 1977, que havia sido expedido há 40 anos já que, desde então, ocorreram importantes mudanças em decretos e leis relacionados a seguros.
Para o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, a iniciativa de elaborar um plano padronizado para o RC de hangares integra o rol de ações da autarquia pautado em modelos de supervisão e de regulação proativos. “A busca pela eficiência dos processos de supervisão e de regulação é fundamental para estimular um ambiente favorável ao desenvolvimento, acompanhando a evolução do mercado de seguros”, pontuou.
Já o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, observa que as alterações determinadas pela nova circular vinham sendo discutidas desde 2008 e, agora, estão adaptadas às normas em vigor e a regras internacionais. “Em decorrência da eliminação das disposições tarifárias, determinada pelo Decreto nº 3633/2000, e da obrigatoriedade de submissão de Notas Técnicas Atuariais (NTAs) por parte das seguradoras, houve a necessidade de uma atualização específica para o RC de hangares”, explicou.
Entre as mudanças estabelecidas pela Circular nº 559 destacam-se: a estruturação de condições contratuais que abrangem coberturas e cláusulas comumente aplicadas pelo mercado segurador; a possibilidade das sociedades seguradoras submeterem produtos próprios (planos não-padronizados) contemplando o RC de hangares, desde que sejam respeitadas as normas vigentes e demais disposições previstas na circular; a atualização de valores contratados e juros moratórios; e a alteração da cláusula de pagamento do prêmio.
A íntegra do normativo está disponível na seção ‘Atos Normativos’ do portal da Susep (http://www.susep.gov.br).

O que é uma Apólice?

Quando se fala em contratação de seguros, imediatamente, o termo apólice entra nas tratativas. A apólice é o documento básico de um contrato de seguro, que se constitui em três modalidades: apólice avulsa, apólice de averbação e apólice anual com prêmio fracionado.

 

Mas o que significa cada uma destas modalidades de apólices no âmbito de seguros de transportes de carga?

Apólice Avulsa

A contratação de uma apólice avulsa é indicada para empresas que não realizam embarques frequentes. Neste caso, para cada embarque se emite uma apólice contemplando condições detalhadas e específicas do processo logístico em questão, como o tipo de modal, carga, valor, local de embarque e destino, limite de garantia, entre outras.

Apólice de averbação

A apólice de averbação, também conhecida apólice ajustável, é uma modalidade indicada para empresas que realizam embarques com frequência, com o valor do prêmio pré-definido ou ajustável. Normalmente este tipo de apólice tem vigência anual e tem o prêmio inicial e o valor segurado calculados de acordo com uma estimativa anual de embarques, com ajustes aplicados geralmente de três em três meses conforme os embarques efetivados, com informação fornecida mês a mês pelo segurado.
Apólice de Averbação

A apólice de averbação é constituída por um documento no qual o embarcador informa à seguradora sobre a realização dos embarques, nos casos de apólices abertas. Existem dois tipos de apólices por averbação: simples e simplificada.

No caso de averbação simples o segurado fornece à seguradora o documento previamente ao embarque. Este modelo é indicado para segurados com pouca frequência de embarques.

A averbação simplificada é indicada para segurados com alta frequência de embarques. Neste caso, o documento deve ser entregue à seguradora com compromisso mensal, após a realização dos embarques. Para seguros de cargas internacionais podem ser adotadas averbações provisórias, definitivas ou únicas, sendo que se diferenciam em caso de importação e exportação.

Manifesto de Carga Eletrônico aquece demanda do seguro para transporte

Regra entrou em vigor ontem (02/10) para facilitar a fiscalização nos postos.

Desde ontem, dia 2 de outubro, o mercado brasileiro de transporte passou a ter um controle ainda mais rígido sobre a documentação envolvendo a movimentação de mercadorias.

Nessa data, entrou em vigor o novo Manifesto de Carga Eletrônico 3.0 (MDF-e), um documento fiscal e jurídico autorizado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP), que vai reunir em um único documento informações sobre o transporte contidas nos documentos de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e).

Para Ricardo Guirao, diretor de Transporte da consultoria e corretora de seguros Aon Brasil, o documento requer uma atenção especial, pois condiciona uma série de informações aos transportadores e embarcadores. “No aspecto do seguro, é necessário declarar o nome da seguradora, CNPJ, número da apólice e o número da averbação da carga”, esclarece.

Ainda de acordo com o executivo, o processo de emissão de apólice de seguros pode ser demorado. Nestes casos, orientamos nossos clientes transportadores a declarar no MDF-e o número da proposta da companhia de seguro, até que a apólice esteja efetivamente emitida.

“Hoje, 90% das apólices da Aon são emitidas eletronicamente”, diz Guirao. “Além de toda a consultoria e corretagem que já prestamos ao mercado de transporte, temos um importante parceiro, a AT&M, líder no setor, para ajudar nossos clientes a se adequarem às novas regras. Dessa maneira, vamos disponibilizar quase que instantaneamente o número da averbação online para transportadoras e embarcadores declararem no MDF-e 3.0”, explica.

O executivo complementa dizendo que o documento vai facilitar a fiscalização, pois consolida as principais informações em um único lugar. “O documento diminui consideravelmente o tempo de parada nos postos fiscais, porque vai passar a direcionar o que precisa ser verificado. Além disso, por ser totalmente digital, a emissão é facilitada”, afirma.

Para o transportador, o documento será obrigatório nos transportes de cargas de terceiros e em viagens interestaduais, onde a emissão deve ser realizada antes do início da viagem. ”Para o embarcador que transporta em veículo próprio, ou contrate embarques autônomos, também será preciso realizar a emissão do MDF-e 3.0”, aponta o executivo da Aon.

Além disso, a certificação do documento continuará sendo realizada da mesma maneira. “As etapas permanecem iguais. Então, continua sendo necessário que o transportador realize a certificação antes do início de toda a viagem, tomando como base o passo a passo da emissão do documento de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e)”, comenta Guirao. As apólices de Responsabilidade Civil para Transporte, negociadas por meio de estipulação, também seguem o mesmo conceito.

Fonte Revista Cobertura

Seguro de Cargas além da obrigatoriedade

Entrevista com Elton Bernard, presidente da Bernard & Bernard Corretora de Seguros.

Por Lizi Ricco*

O seguro para transporte de cargas é obrigatório. No entanto, diante do cenário que vivemos no Brasil passa a ser imprescindível, não apenas para cumprimento da lei, mas para assegurar a tranquilidade e proteção às transportadoras e proprietários de cargas, diante dos riscos a que estão vulneráveis no processo logístico. Nesta breve entrevista, o presidente da Bernard & Bernard Corretora de Seguros, Elton Bernard, explica de maneira geral o que contempla o seguro de cargas, como se dá a contratação e comenta sobre a atual fase econômica que reflete diretamente no segmento securitário.

Confira a entrevista:

Quem é responsável pela contratação do seguro de cargas, o transportador ou o dono da mercadoria?

A empresa transportadora tem obrigatoriedade legal sobre a contratação de seguro para  carga transportada.

Quais são as coberturas obrigatórias?

A apólice obrigatória é chamada de RESPONSABILIDADE CIVIL TRANSPORTADOR RODOVIÁRIO DE CARGAS, o que é correspondida pela sigla RCTR-C. Em relação à cobertura de roubo pode ser negociada junto ao embarcador uma condição específica para cada caso. A lei irá mudar e a responsabilidade ficará 100% para transportador.

 Existem diferentes tipos apólices no mercado. Quais são elas e o que contemplam? 

Temos as seguintes apólices: Seguro de Acidentes, a chamada RCTR-C, Seguro de Roubo, chamada RESPONSABILIDADE CIVIL FACULTATIVA DESVIO DE CARGAS, correspondida pela sigla RCF-DC; e Seguro Transporte Nacional ou Avarias – este seguro é raramente contratado junto às apólices de seguros de cargas, a maior parte dos transportadores não contrata por economia, mas é bastante importante na operação do transportes, pois da cobertura a pequenos eventos, avarias, má estiva, mal acondicionamento, molhadura, carga e descarga, entre outros.

O que é a Carta DDR? É obrigatória?

A Carta de DDR é a dispensa de direito de regresso do seguro do dono da mercadoria (Indústria, embarcador) fornecida ao transportador, pela seguradora do proprietário da carga. Somente aceita em caso da cobertura de roubo, pois no caso de acidentes a responsabilidade é integral do transportador.

O que deve ser levado em conta na hora de contratar um seguro de cargas?

Primeiramente contratar uma corretora séria, com experiência neste tipo de seguro, pois na hora dos problemas e sinistros a maioria das corretoras não sabe o que fazer.  A B&B é a corretora mais especializada neste segmento, criamos o conceito de Carga 100% Segura e isso estamos difundindo junto às seguradoras parceiras, mostrando a forma correta de fazer e atender este mercado, mas ainda precisamos fazer muito, pois o Brasil é diferente do resto do mundo na cultura do seguro.

Há quanto tempo a B&B atua no mercado de seguro de cargas?

Temos uma expertise familiar, na qual consta uma história de 50 anos neste segmento. Fomos uma das primeiras corretoras atuar neste segmento no Brasil.

Quais são os diferenciais da empresa?

Como citei anteriormente, a maior diferença é a expertise, o conhecimento que possuímos, legado familiar, que faz nossos clientes terem uma tranquilidade maior em contratar este seguro. A única corretora que pode trazer a cobertura mais ampla às suas cargas, com o selo Carga 100% Segura.

Como você vê o mercado de seguros para cargas hoje, dentro do contexto em que se apresenta o país política e economicamente?

O país atravessa a pior fase financeira de sua história. O mercado de seguros, através de suas seguradoras, está restringindo ao máximo suas apólices e seguros, e desta forma cada dia que passa acaba ficando tudo pior, uma bola de neve autodestruidora. Quanto menos  seguros elas fazem, menos arrecadam, e mais sinistros acontecem, o que é um tiro no pé. O mercado tem que atender 100% da demanda, fiscalizar, atender bem as empresas e consequentemente gerar maior credibilidade e confiança, desta forma as coisas começam a funcionar mais positivamente e todos ganham.

Quais são os tipos de seguros mais procurados pelos proprietários de bens hoje?  

A falta de credibilidade instaurada no país em relação ao mercado segurador, faz com que as pessoas façam apenas  aqueles seguros que são extremamente obrigadas a fazerem, acham caro e não acreditam que irão ser bem atendidas quando precisarem de cobertura em suas apólices. Já encontramos muitas pessoas e empresas dizendo que vão bancar seus riscos por não concordarem com altos preços e falta de seriedade de algumas seguradoras na hora dos sinistros.

*Lizi Ricco - Jornalista, assessora de imprensa e editora-chefe da Revista Eléve. Sócia-Diretora na Lzf Conteúdo e Design.

 

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Bernard & Bernard Seguros