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Veja o que fazer para evitar e como agir em caso de roubo de cargas

O Brasil é o oitavo país em incidência de roubo de cargas, um crime que causa prejuízo para empresas e assusta os caminhoneiros do país. Dentre a mercadoria mais visada pelas quadrilhas estão alimentos, bebidas, eletrodomésticos, remédios e perfumaria, de forma que muitas vezes as empresas pagam a mais para que os caminhoneiros façam este tipo de frete.

Devido à insegurança, alguns motoristas se recusam a trafegar durante o período noturno e até mesmo a viajar para determinados lugares onde o índice de assalto e sequestro de veículos de carga é muito alto. Em casos mais graves, há profissionais que chegam a abandonar a profissão devido ao medo da violência.

Embora uma solução totalmente eficaz para combater este tipo de crime ainda não tenha sido encontrada, há alguns cuidados que podem ser tomados para diminuir o risco de ser surpreendido. Aqui listamos alguns deles e mostramos o que pode ser feito em caso de ocorrência.

Conselhos para evitar o roubo de cargas
Siga o planejamento da rota e evite paradas desnecessárias
Procure seguir à risca o planejamento da rota feito pela empresa, incluindo as paradas para abastecimento e refeições. Evite fazer paradas desnecessárias durante o trajeto e, caso seja necessário, dê preferência para locais conhecidos e movimentados.

Não desvie da rota e não pare na estrada
Não desvie do seu trajeto, a menos que seja obrigatório. Não dê caronas e não pare na estrada para prestar auxílio a pessoas estranhas, mesmo mulheres e crianças. Caso se depare com acidentes, chame a polícia rodoviária.

Comunique-se
Procure estabelecer um acordo de comunicação com a empresa, entrando em contato com os gestores em intervalos regulares e em locais pré-determinados. Assim, eles podem acompanhar o andamento da sua viagem e agir rapidamente caso você não entre em contato.

Seja discreto e vigilante
Durante as paradas, não revele a desconhecidos a natureza da carga que está transportando, a sua rota e o seu destino. Também é importante não deixar o veículo sem vigilância quando precisar se ausentar para fazer refeições. Ao retornar, faça uma inspeção nas partes vitais do seu veículo.

Mantenha a manutenção do caminhão em dia
Nunca é demais reforçar a importância da manutenção regular do caminhão e de se fazer inspeções antes de cada viagem para garantir que o veículo está em perfeitas condições e não quebrará na estrada.

Não viaje armado
Dificilmente você poderá defender-se de um ataque de surpresa, principalmente com o veículo em movimento.

O que fazer em caso de ocorrência
Notifique atividades suspeitas
Se suspeitar que está sendo seguido ou atraído para uma emboscada, procure avisar imediatamente a sua empresa e/ou a polícia, para que possam agir com rapidez.

Mantenha a calma
Ao ser surpreendido por assaltantes, procure manter a calma. Por mais ameaçadores que sejam, é a carga o que eles buscam e não atentar contra a sua vida. Portanto, não reaja.

Esteja atento
Ainda que não seja recomendável manter contato visual com os ladrões, tente guardar em mente o maior número de detalhes que possam ajudar a polícia a investigar a ocorrência.

Providências a serem tomadas
Após ser libertado, o caminheiro deve informar a empresa e se dirigir à delegacia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência (B.O.). Caso o assalto tenha ocorrido em uma rodovia federal, é importante ligar para o Centro de Operações da Polícia Rodoviária Federal no número 191, para que as buscas pela carga e pela quadrilha sejam iniciadas o quanto antes.

Para outros conselhos e maiores informações sobre segurança e roubo de cargas, visite o site da Polícia Militar e o site Tudo Sobre Segurança.

Fonte: Roadcard

 

Incêndios em navios de cargas reforçam a importância do seguro de Transporte Internacional

O transporte de cargas internacional, principalmente o marítimo, é passível de uma série de sinistros por conta da sua natureza, mas nenhum deles é tão delicado quanto um incêndio a bordo. Se a tripulação não conseguir controlar o fogo, ele pode se espalhar comprometendo não apenas toda a carga, mas a própria estrutura do navio. Dependendo da sua localização no globo, a embarcação pode ficar à deriva e vários dias sem ajuda externa.

Para evitar situações críticas como essa, pode ser declarada “Avaria Grossa” (General Average), ou seja, a liberação de qualquer procedimento necessário para evitar um mal maior e garantir o salvamento do navio e da sua carga.

A questão é que, quando isso acontece, as despesas e danos derivados dos procedimentos de salvamento serão rateados proporcionalmente entre o armador e proprietários das cargas. De maneira geral, é cobrado de 2% a 7% da soma do custo da mercadoria e frete dos envolvidos, valores que são cobertos pelo seguro de transporte internacional.

Porém, os importadores que não tiverem seguro serão obrigados a depositar na conta do armador o valor definido de sua participação na avaria, ou não receberão suas cargas. São por situações como essa que orientamos aos importadores que jamais realizem suas operações sem a contratação de um seguro de transporte internacional, pois correm risco de sofrerem um enorme prejuízo financeiro, mesmo que sua carga não sofra dano algum.

A prova mais recente que esses acontecimentos são mais comuns do que parece, aconteceu semana passada. Uma explosão seguida de incêndio em um dos maiores e mais modernos navios de cargas do mundo, o Maersk Honam, interrompeu o trajeto da embarcação, que seguia de Singapura para Suez, pelo mar da Arábia.

Em 2015, outro acidente envolvendo navio de cargas chamou a atenção do mundo. O Maersk Londrina, um porta-containers que fazia a linha regular entre portos asiáticos e brasileiros, sofreu explosão seguida de incêndio em um dos seus porões. A embarcação teve 15 contêineres destruídos pelo fogo e outros 332 avariados.

Naquela ocasião, os armadores proprietários do navio declararam Avaria Grossa, fazendo com que as despesas extraordinárias de todos os procedimentos para o salvamento fossem divididas proporcionalmente entre eles e os proprietários das cargas.

Vale lembrar que o seguro oferece ainda diversas coberturas adicionais para eventos extraordinários, como guerra e greves. Dependendo da apólice, as seguradoras ficam responsáveis também após o desembarque e no percurso complementar até o destino final.

Fonte: segs

Seguro de Carga: O que vale mais à pena Carta DDR ou Seguro Roubo?

No momento que o embarcador contrata o seguro de transporte de carga, ele pode pedir à seguradora para incluir na apólice a Dispensa do Direito de Regresso (carta DDR), que em teoria vai livrar o transportador de ter que pagar pela carga em caso de roubo.


As seguradoras adotaram este instrumento, a carta DDR, para notificar os transportadores que abrem mão do direito de buscar o ressarcimento por sinistros indenizados. Neste documento, são especificados os riscos que o direito de regresso dispensa e as regras de gerenciamento de risco que devem ser cumpridas. Resumindo, a carta DDR indica que a seguradora do embarcador não moverá ação regressiva contra o transportador em caso de sinistro, deixando de exercer um direito que lhe pertence.

O problema da carta DDR é que vem junto com uma série de exigências do Gerenciamento de Risco e tais exigências às vezes custam mais caro para serem cumpridas do que o próprio seguro de roubo que o transportador pode fazer. É importante que você faça esta comparação e entenda o que é melhor para você ou sua transportadora.

Essa prática entre embarcadores e transportadores é muito polêmica e em alguns casos gera até ilegalidades. Para os embarcadores, já que a seguradora emitiu uma carta DDR o transportador poderia estar livre de contratar o seguro RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga). Porém o RCTR-C é obrigatório, sendo assim o transportador não está dispensado mesmo que tenha sua carta DDR.

Na prática, muitos transportadores deixam de fazer o RCF-DC (Responsabilidade Civil Facultativa do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga) quando ele possui a carta DDR.

Roubo de Carga – Brasil entre os 10 países mais perigosos

Um novo ranking ainda não divulgado, mas em 2017, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou um estudo que coloca o Brasil na lista dos dez países com maiores incidências de roubo de carga, gerando perda de competitividade e contribuindo para negativar a imagem do país.

Roubo de Carga

No ano de 2015, 19,2 mil ocorrências foram registradas no Brasil, gerando um custo de R$ 1,21 bilhão, nos cálculos da federação. A região Sudeste é a campeã em casos, com 85,8% dos registros, totalizando 16.508, e custo superior a R$ 1 bilhão. Comparado ao levantamento realizado em 2011, o aumento das ocorrências foi de 51,8%.

Somente no estado do Rio de Janeiro, 7.225 ocorrências foram registradas em 2015 (37,5% do total) ao custo de R$ 453,5 milhões. Entre 2011 e 2015, o estado registrou um crescimento de 134,8% no número de roubos de cargas, segundo dados do ISP-RJ (Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ).

No ano passado foram registrados cerca de 24,5 mil casos, um aumento de 27,5% em relação a 2015, com prejuízo de mais de R$ 1 bilhão, conforme dados divulgados recentemente pela Associação Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística.

Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, juntos, contabilizam 80,66% das ocorrências.

A região norte aparece em último lugar nessa estatística, apesar de abrigar um grande polo industrial, como a Zona Franca de Manaus.

Foram 237 roubos em 2016, 0,96% do que foi registrado em todo o país. O prejuízo calculado é de 23 milhões de reais.

O primeiro-secretário do Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas, Raimundo Augusto Araújo, explica que a posição geográfica da capital amazonense dificulta os roubos no setor.

Fatores determinantes para o aumento de ocorrências:

• Número insuficiente de agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que, no Rio de Janeiro, sofreu redução de 36% nos últimos cinco anos;

• Crescimento do crime de receptação e armazenamento de mercadorias roubadas, que ainda carece de punições e Leis mais rígidas;

• Estrutura forte e altamente atuante do crime organizado;

• Polícias (civil, militar e PRF) equipadas com materiais obsoletos

Até então, na lista dos dez países com maior índice de roubo de cargas, o Brasil ocupa a oitava posição, ao lado do Iraque.

Seguro de carga: amarração de cargas para evitar acidentes

Você sabe como funciona a lei que determina a amarração de cargas? Ela garante segurança, evita prejuízos e pode ser decisiva para o seu seguro de carga.

Garantir a segurança do frete exige muita atenção e responsabilidade. Se você é caminhoneiro ou participa ativamente do setor de transportes como dono de empresa ou é um colaborador, sabe que a amarração de cargas é essencial. No entanto, se rodarmos pelas estradas brasileiras, encontraremos muitos exemplos que representam perigo para a carga e comprometem a segurança de muitas pessoas.

Se você utiliza cordas ou conhece alguém que trabalha desta maneira, saiba que isso é expressamente proibido. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão responsável pela coordenação e regulamentação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é bastante claro em respeito a amarração correta de cargas – item que impacta, inclusive, no seu seguro de carga.

Segundo a Resolução 552, os veículos fabricados a partir do dia 1º de janeiro de 2017 devem, obrigatoriamente, seguir às novas regras estabelecidas. Em contrapartida, os caminhões que já estavam em circulação antes desta data, estarão sujeitos ao cumprimento das normas a partir de 1° de janeiro de 2018.

Você realmente sabe o que é a amarração de cargas? Ela pode impactar no seu seguro de carga.

“Meu amigo, trabalho há muitos anos com cargas. É claro que eu sei o que é!”. É mesmo? Entender o que significa amarrar a carga pode soar como óbvio, contudo, proteger o que se leva em cima do caminhão é muito mais sério.

O principal objetivo da amarração de cargas é minimizar as situações que representem perigo nas estradas. São atitudes que são tomadas para que o transporte da carga ocorra com chances quase nulas de desprendimento ou deslocamento, além de dificultar consideravelmente os riscos de tombamento. Fique atento a este aspecto para o sucesso do seu seguro de carga.

Siga as regras

A utilização de cordas está proibida! Isso mesmo, se você insiste em ter a sua carga amarrada por cordas, além de promover um risco maior de acidentes, estará sujeito a sofrer as penalidades. E as penalidades, todos nós sabemos que pode doer muito no bolso e na consciência.

Mesmo que a utilização de cordas tenha sido muito comum no passado, elas nunca representaram uma segurança adequada. Sabe por quê? Não precisa de muito para entender que as cordas podem ser facilmente arrebentadas ou esticarem demais. O tempo de uso e as condições climáticas podem danificá-las com facilidade.

Detalhe: As cordas são permitidas apenas para fixar a lona de cobertura, quando for exigida.

Outro ponto importante é que a nova resolução determina que não é permitido utilizar dispositivos de amarração nos pontos feitos de madeira. Tentar usá-los em pontos de metal que estejam presos a elementos de madeira na carroceria também está fora de cogitação.

Mas quais materiais posso usar?

É importante lembrar que os materiais utilizados para amarração de cargas devem suportar, no mínimo, duas vezes o peso total da carga. Correntes, cabos de aço e cintas de tecido altamente resistentes são as melhores opções, pois revelam muita força diante da tração de ruptura. Elementos como redes, calços, trilhos, mantas de atrito e bloqueadores, podem ser usados como apoio adicional.

Para os casos de veículos do tipo prancha, utilizados principalmente para o transporte de cargas indivisíveis (ex: equipamentos e máquinas), foi estipulado que as cargas devem apresentar, pelo menos, quatro pontos muito bem definidos para a amarração. O material pode ser uma cinta de tecido resistente, correntes ou cabo de aço. Uma combinação entre esses elementos também torna a amarração mais segura.

Lembrete: Nos casos de transporte de carga seca, passe os elementos que serão utilizados para amarração pela parte externa da carroceria. Essa é uma determinação da Resolução e que vai garantir mais segurança.

Não tem desculpas!

Falar que você não sabia da nova Resolução não vai te livrar das consequências de não ter efetuado a amarração de cargas da forma correta. O Contran divulgou as normas ainda em setembro de 2016, ou seja, mais de um ano para todos estarem por dentro do assunto – principalmente, se você é do ramo.

Entretanto, se mesmo assim, por algum motivo particular você não estava atento às novas regras, esperamos que siga o que apresentamos nesse texto. Além de garantir o dinheiro no bolso pelo transporte correto da carga, a segurança de todos nós estará muito melhor. Pode acreditar!

Lembrete extra I: As novas carrocerias de madeira devem ser construídas com madeiras de alta densidade e resistência. Seus fixadores metálicos em formato de “U” terão que resistir às forças necessárias.

Lembrete extra II: O sucesso do seu seguro de carga depende de diversos fatores de segurança e a amarração correta da carga está na lista destes itens. Fique atento!

Nosso blog post foi útil para você? Deixe seu comentário ou dúvidas. Nós faremos o possível para lhe repassar a informação mais qualificada.

Fonte da noticia: Marisa Dilda

 

SUSEP estabelece novas regras para a comercialização do seguro de responsabilidade civil (RC) de hangares e operações aeroportuárias

Nova circular possibilita adoção de condições contratuais padronizadas ou não-padronizadas pelas seguradoras e atende mudanças que ocorreram em decretos e leis relacionados a seguros nos últimos anos

 

(Google imagens)

Por meio da Circular nº 559, de 27 de outubro, publicada nesta segunda-feira, 30 de outubro, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) estabelece novas regras básicas para a comercialização do seguro de responsabilidade civil (RC) de hangares e operações aeroportuárias. Essa circular substitui e altera o normativo anterior, a Circular Susep nº 71 de 1977, que havia sido expedido há 40 anos já que, desde então, ocorreram importantes mudanças em decretos e leis relacionados a seguros.
Para o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, a iniciativa de elaborar um plano padronizado para o RC de hangares integra o rol de ações da autarquia pautado em modelos de supervisão e de regulação proativos. “A busca pela eficiência dos processos de supervisão e de regulação é fundamental para estimular um ambiente favorável ao desenvolvimento, acompanhando a evolução do mercado de seguros”, pontuou.
Já o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, observa que as alterações determinadas pela nova circular vinham sendo discutidas desde 2008 e, agora, estão adaptadas às normas em vigor e a regras internacionais. “Em decorrência da eliminação das disposições tarifárias, determinada pelo Decreto nº 3633/2000, e da obrigatoriedade de submissão de Notas Técnicas Atuariais (NTAs) por parte das seguradoras, houve a necessidade de uma atualização específica para o RC de hangares”, explicou.
Entre as mudanças estabelecidas pela Circular nº 559 destacam-se: a estruturação de condições contratuais que abrangem coberturas e cláusulas comumente aplicadas pelo mercado segurador; a possibilidade das sociedades seguradoras submeterem produtos próprios (planos não-padronizados) contemplando o RC de hangares, desde que sejam respeitadas as normas vigentes e demais disposições previstas na circular; a atualização de valores contratados e juros moratórios; e a alteração da cláusula de pagamento do prêmio.
A íntegra do normativo está disponível na seção ‘Atos Normativos’ do portal da Susep (http://www.susep.gov.br).

O que é uma Apólice?

Quando se fala em contratação de seguros, imediatamente, o termo apólice entra nas tratativas. A apólice é o documento básico de um contrato de seguro, que se constitui em três modalidades: apólice avulsa, apólice de averbação e apólice anual com prêmio fracionado.

 

Mas o que significa cada uma destas modalidades de apólices no âmbito de seguros de transportes de carga?

Apólice Avulsa

A contratação de uma apólice avulsa é indicada para empresas que não realizam embarques frequentes. Neste caso, para cada embarque se emite uma apólice contemplando condições detalhadas e específicas do processo logístico em questão, como o tipo de modal, carga, valor, local de embarque e destino, limite de garantia, entre outras.

Apólice de averbação

A apólice de averbação, também conhecida apólice ajustável, é uma modalidade indicada para empresas que realizam embarques com frequência, com o valor do prêmio pré-definido ou ajustável. Normalmente este tipo de apólice tem vigência anual e tem o prêmio inicial e o valor segurado calculados de acordo com uma estimativa anual de embarques, com ajustes aplicados geralmente de três em três meses conforme os embarques efetivados, com informação fornecida mês a mês pelo segurado.
Apólice de Averbação

A apólice de averbação é constituída por um documento no qual o embarcador informa à seguradora sobre a realização dos embarques, nos casos de apólices abertas. Existem dois tipos de apólices por averbação: simples e simplificada.

No caso de averbação simples o segurado fornece à seguradora o documento previamente ao embarque. Este modelo é indicado para segurados com pouca frequência de embarques.

A averbação simplificada é indicada para segurados com alta frequência de embarques. Neste caso, o documento deve ser entregue à seguradora com compromisso mensal, após a realização dos embarques. Para seguros de cargas internacionais podem ser adotadas averbações provisórias, definitivas ou únicas, sendo que se diferenciam em caso de importação e exportação.

Manifesto de Carga Eletrônico aquece demanda do seguro para transporte

Regra entrou em vigor ontem (02/10) para facilitar a fiscalização nos postos.

Desde ontem, dia 2 de outubro, o mercado brasileiro de transporte passou a ter um controle ainda mais rígido sobre a documentação envolvendo a movimentação de mercadorias.

Nessa data, entrou em vigor o novo Manifesto de Carga Eletrônico 3.0 (MDF-e), um documento fiscal e jurídico autorizado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP), que vai reunir em um único documento informações sobre o transporte contidas nos documentos de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e).

Para Ricardo Guirao, diretor de Transporte da consultoria e corretora de seguros Aon Brasil, o documento requer uma atenção especial, pois condiciona uma série de informações aos transportadores e embarcadores. “No aspecto do seguro, é necessário declarar o nome da seguradora, CNPJ, número da apólice e o número da averbação da carga”, esclarece.

Ainda de acordo com o executivo, o processo de emissão de apólice de seguros pode ser demorado. Nestes casos, orientamos nossos clientes transportadores a declarar no MDF-e o número da proposta da companhia de seguro, até que a apólice esteja efetivamente emitida.

“Hoje, 90% das apólices da Aon são emitidas eletronicamente”, diz Guirao. “Além de toda a consultoria e corretagem que já prestamos ao mercado de transporte, temos um importante parceiro, a AT&M, líder no setor, para ajudar nossos clientes a se adequarem às novas regras. Dessa maneira, vamos disponibilizar quase que instantaneamente o número da averbação online para transportadoras e embarcadores declararem no MDF-e 3.0”, explica.

O executivo complementa dizendo que o documento vai facilitar a fiscalização, pois consolida as principais informações em um único lugar. “O documento diminui consideravelmente o tempo de parada nos postos fiscais, porque vai passar a direcionar o que precisa ser verificado. Além disso, por ser totalmente digital, a emissão é facilitada”, afirma.

Para o transportador, o documento será obrigatório nos transportes de cargas de terceiros e em viagens interestaduais, onde a emissão deve ser realizada antes do início da viagem. ”Para o embarcador que transporta em veículo próprio, ou contrate embarques autônomos, também será preciso realizar a emissão do MDF-e 3.0”, aponta o executivo da Aon.

Além disso, a certificação do documento continuará sendo realizada da mesma maneira. “As etapas permanecem iguais. Então, continua sendo necessário que o transportador realize a certificação antes do início de toda a viagem, tomando como base o passo a passo da emissão do documento de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e)”, comenta Guirao. As apólices de Responsabilidade Civil para Transporte, negociadas por meio de estipulação, também seguem o mesmo conceito.

Fonte Revista Cobertura

Seguro de Cargas além da obrigatoriedade

Entrevista com Elton Bernard, presidente da Bernard & Bernard Corretora de Seguros.

Por Lizi Ricco*

O seguro para transporte de cargas é obrigatório. No entanto, diante do cenário que vivemos no Brasil passa a ser imprescindível, não apenas para cumprimento da lei, mas para assegurar a tranquilidade e proteção às transportadoras e proprietários de cargas, diante dos riscos a que estão vulneráveis no processo logístico. Nesta breve entrevista, o presidente da Bernard & Bernard Corretora de Seguros, Elton Bernard, explica de maneira geral o que contempla o seguro de cargas, como se dá a contratação e comenta sobre a atual fase econômica que reflete diretamente no segmento securitário.

Confira a entrevista:

Quem é responsável pela contratação do seguro de cargas, o transportador ou o dono da mercadoria?

A empresa transportadora tem obrigatoriedade legal sobre a contratação de seguro para  carga transportada.

Quais são as coberturas obrigatórias?

A apólice obrigatória é chamada de RESPONSABILIDADE CIVIL TRANSPORTADOR RODOVIÁRIO DE CARGAS, o que é correspondida pela sigla RCTR-C. Em relação à cobertura de roubo pode ser negociada junto ao embarcador uma condição específica para cada caso. A lei irá mudar e a responsabilidade ficará 100% para transportador.

 Existem diferentes tipos apólices no mercado. Quais são elas e o que contemplam? 

Temos as seguintes apólices: Seguro de Acidentes, a chamada RCTR-C, Seguro de Roubo, chamada RESPONSABILIDADE CIVIL FACULTATIVA DESVIO DE CARGAS, correspondida pela sigla RCF-DC; e Seguro Transporte Nacional ou Avarias – este seguro é raramente contratado junto às apólices de seguros de cargas, a maior parte dos transportadores não contrata por economia, mas é bastante importante na operação do transportes, pois da cobertura a pequenos eventos, avarias, má estiva, mal acondicionamento, molhadura, carga e descarga, entre outros.

O que é a Carta DDR? É obrigatória?

A Carta de DDR é a dispensa de direito de regresso do seguro do dono da mercadoria (Indústria, embarcador) fornecida ao transportador, pela seguradora do proprietário da carga. Somente aceita em caso da cobertura de roubo, pois no caso de acidentes a responsabilidade é integral do transportador.

O que deve ser levado em conta na hora de contratar um seguro de cargas?

Primeiramente contratar uma corretora séria, com experiência neste tipo de seguro, pois na hora dos problemas e sinistros a maioria das corretoras não sabe o que fazer.  A B&B é a corretora mais especializada neste segmento, criamos o conceito de Carga 100% Segura e isso estamos difundindo junto às seguradoras parceiras, mostrando a forma correta de fazer e atender este mercado, mas ainda precisamos fazer muito, pois o Brasil é diferente do resto do mundo na cultura do seguro.

Há quanto tempo a B&B atua no mercado de seguro de cargas?

Temos uma expertise familiar, na qual consta uma história de 50 anos neste segmento. Fomos uma das primeiras corretoras atuar neste segmento no Brasil.

Quais são os diferenciais da empresa?

Como citei anteriormente, a maior diferença é a expertise, o conhecimento que possuímos, legado familiar, que faz nossos clientes terem uma tranquilidade maior em contratar este seguro. A única corretora que pode trazer a cobertura mais ampla às suas cargas, com o selo Carga 100% Segura.

Como você vê o mercado de seguros para cargas hoje, dentro do contexto em que se apresenta o país política e economicamente?

O país atravessa a pior fase financeira de sua história. O mercado de seguros, através de suas seguradoras, está restringindo ao máximo suas apólices e seguros, e desta forma cada dia que passa acaba ficando tudo pior, uma bola de neve autodestruidora. Quanto menos  seguros elas fazem, menos arrecadam, e mais sinistros acontecem, o que é um tiro no pé. O mercado tem que atender 100% da demanda, fiscalizar, atender bem as empresas e consequentemente gerar maior credibilidade e confiança, desta forma as coisas começam a funcionar mais positivamente e todos ganham.

Quais são os tipos de seguros mais procurados pelos proprietários de bens hoje?  

A falta de credibilidade instaurada no país em relação ao mercado segurador, faz com que as pessoas façam apenas  aqueles seguros que são extremamente obrigadas a fazerem, acham caro e não acreditam que irão ser bem atendidas quando precisarem de cobertura em suas apólices. Já encontramos muitas pessoas e empresas dizendo que vão bancar seus riscos por não concordarem com altos preços e falta de seriedade de algumas seguradoras na hora dos sinistros.

*Lizi Ricco - Jornalista, assessora de imprensa e editora-chefe da Revista Eléve. Sócia-Diretora na Lzf Conteúdo e Design.

 

Seguro para transporte de cargas

Esse tipo de seguro é feito para garantir a integridade de bens e mercadorias transportadas em meios rodoviários, ferroviários, aéreos e hidroviários, quer sejam de responsabilidade de empresas transportadoras ou de um trabalhador autônomo. Existem duas modalidades para o seguro de cargas. O chamado seguro de responsabilidade civil, contratado de forma obrigatória pelo transportador, garante o reembolso de indenização para reparar danos, selando o compromisso de entrega da carga transportada.  Sua cobertura é restrita a sanar prejuízos pela mercadoria devido a qualquer tipo de acidente com o veículo, porém não cobre roubo ou furto, nem mesmo danos causados pelo acondicionamento da carga.

A outra modalidade de seguro para transporte de cargas é facultativo e pode ser contratado tanto pelo vendedor como pelo comprador da mercadoria que deve ser transportada. Ele abrange duas categorias, a nacional que cobre o mercado interno e a internacional, destinada ao mercado de importação e importação. Existe uma variedade de tipos de apólices para esse tipo de seguro, com variedade em termos de cobertura. A maior parte delas, no entanto, oferece cobertura complementar ao seguro de responsabilidade civil, atendendo casos de roubo, furto e armazenamento indevido, por exemplo.
Responsabilidade civil

Os seguros de responsabilidade civil têm coberturas variadas, conforme o meio de transporte, as características da carga e os riscos envolvidos. As coberturas básicas são determinadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e sua contratação é obrigatória. No caso do transporte rodoviário, existe o tipo obrigatório, contratado pelo transportador, chamado Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Cargas (RCTR-C) Cobre prejuízos causados nas mercadorias transportadas sob sua responsabilidade, na hipótese de ocorrer um acidente rodoviário envolvendo o veículo, como colisão, capotagem, abalroamento, tombamento, incêndio ou explosão do veículo. Há outro opcional, também destinado aos transportadores rodoviários, que cobre prejuízos do roubo da carga, praticado com grave ameaça ou violência, ou do “desaparecimento” das mercadorias transportadas executado por bandidos em ações que vão da apropriação indébita ao sequestro, passando por estelionato, furto simples ou qualificado e extorsão, chamado Seguro de Responsabilidade Civil Facultativo por Desaparecimento de Cargas (RCF-DC).

Para outros meios de transporte existem coberturas específicas nessa modalidade: Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Aéreo de Carga (RCTA-C), que cobre perdas e danos causados a bens e mercadorias transportados sob sua responsabilidade e oferece garantia para riscos decorrentes de acidentes aéreos que danifiquem ou causem perda da carga durante o percurso da viagem. Para transporte sobre a água (mar, rios e lagoas), existe o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Aquaviário de Carga (RCA-C), que cobre danos e perdas causados a bens e mercadorias transportados sob sua responsabilidade. Também oferece garantia para riscos sofridos pela embarcação, decorrentes de encalhe, naufrágio ou afundamento; abalroamento ou colisão, incêndio ou explosão durante o percurso e nos depósitos, armazéns ou pátios usados pelo segurado nos locais de início, pernoite, baldeação e destino da viagem, mesmo que os objetos segurados se encontrem fora da embarcação. Para essa categoria há ainda o Seguro de Responsabilidade Civil do Armador – Cargas (RCA-C), para transportadores marítimos, fluviais e lacustres. Uma outra modalidade desse tipo de seguro é o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador em Viagem Internacional (RCTR-VI), que numa única apólice cobre perdas e danos causados a bens ou mercadorias de terceiros, transportados sob sua responsabilidade. É muito utilizado por transportadoras que fazem viagens com destino a países do Mercosul.

 Coberturas básicas e adicionais no seguro de transporte de cargas

Existe uma grande variedade de coberturas a serem consideradas pelo comprador ou vendedor que deseja segurar sua mercadoria em trânsito e garantir a entrega devida. Do tipo básico há coberturas amplas e restritas com garantias específicas. Dependendo do meio (rodoviário, aéreo, fluvial ou ferroviário), da rota (nacional ou internacional) e do tipo de mercadoria que será segurada, contratar um seguro de transporte de cargas exige uma boa análise das condições oferecidas na apólice.

Como para os seguros de veículos, há adicionais importantes que as seguradoras oferecem que podem tornar-se bons aliados no deslocamento da carga, como apoio 24 horas, acompanhamento por satélite, atendimento mecânico e outros.

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Bernard & Bernard Seguros